terça-feira, 13 de maio de 2008

Eu sou estranha

Carol passou a aula inteira pensativa...

- Ixi... Quando você fica pensando _ que é um milagre!_ está tramando algo. O que é dessa vez, Carol?
- Mari, definitivamente. Eu sou estranha!!
- Que? Por que tá falando isso?
- Todos vivem em chamando de estranha, coisa e tal. Cansei! Eu vou assumir minha estranhice!
- Pérai! Como assim "assumir"?
- Vou mostrar pra todo mundo que sou estranha...

E No dia seguinte...
- Carol! Que roupa é essa? Se é que isso pode ser chamado de roupa né! - disse Miguel, a paixão platônica de Carol.
- Miguel! Isso daqui é uma mistura de retalhos! Viu me allstar?
E Miguel foi olhar, o allstar dela estava realmente meeeega estranho! Era um tipo de crochê!
- Você bebeu algo, Carol?
- Não né, Migui. Só estou assumindo minha estranhice. Gostou do meu "style"?
- Não mesmo! - isso fez Carol ficar perpléxa! Miguel, seu grande amor renegando-a tanto!

Carol nem aguentou e foi pra casa, nem passou na casa do açaí, como era de costume.
- Manhêêê... - carol já estava berrando a mãe, assim que chegou em casa.
- Que foi, meu anjo?
- Olha só... ninguém mem ama, todo mundo me acha estranha...
- Filha, estranha é só modo de dizer. Seus amiguinhos disseram isso como um modo de dizer que você é diferente, não estranha. Mas um diferente legal, que todos gostam! Não um diferente estranho.
- Então quer dizer que todos gostam de mim? Mesmo eu sendo "estranha"?
- Isso mesmo, filha!

No dia seguinte...
- Voltou ao normal, Carol?
- Isso mesmo, Mari! Eu estava fazendo papel de ridícula!
- Oi Carol, que bom que você tenha voltado ao normal! - Miguel, fazendo um elogio pra Carol? Um ponto pra ela!
- É... Eu não sei onde estava com a cabeça!
- Seria... Acima do pescoço?

Os dois riram e foram caminhando para a sala de aula.

Então, as pessoas tem de se aceitar do jeito que são! Não mudar porque alguém não gosta! Você é quem tem que gostar de si mesmo. Não há nada melhor na vida do que ser uma pessoa autêntica!

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